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A obsolescência do Diagrama de Ishikawa

  • Foto do escritor: Araújo
    Araújo
  • 9 de jan. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Imagem ilustrativa sobre análise de causa e efeito (Diagrama de Ishikawa) aplicada à gestão da qualidade.

Para muitos profissionais, especialmente os da área da qualidade, pode parecer uma heresia afirmar que o Diagrama de Ishikawa está obsoleto. No entanto, trata-se de um processo natural de evolução das ferramentas de gestão.


O Diagrama de Ishikawa — também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou Espinha de Peixe — foi criado em 1943 por Kaoru Ishikawa, com o objetivo de analisar não conformidades e orientar ações corretivas nos processos de produção. Inicialmente, considerava quatro fatores, os chamados 4 “M”s: Máquina, Mão de Obra, Material e Método. Posteriormente, evoluiu para os 6 “M”s, incluindo Meio Ambiente e Medição.


Sua aplicação efetiva exige, entre outros aspectos, o envolvimento das pessoas chave, trabalho em equipe, utilização da metodologia de brainstorming e respeito às suas regras. Esse processo deveria resultar em um plano de ações estruturado, implementado e acompanhado quanto à eficácia. Contudo, na prática, essa execução plena raramente acontece.


A obsolescência do Ishikawa não decorre apenas da dificuldade de aplicação prática, mas principalmente da mudança de enfoque: hoje, o foco está na gestão de riscos e problemas potenciais. A análise de não conformidades e suas causas deve ocorrer antes da implantação ou alteração de um produto, processo ou serviço. Assim, quando uma não conformidade surge, salvo falhas na análise de riscos, as causas prováveis já estão identificadas, permitindo uma atuação mais rápida e precisa. Além disso, para ações corretivas, como reclamações de clientes, existem atualmente métodos mais eficazes para determinar as causas dos problemas. Para mais detalhes, [CLIQUE AQUI] e conheça nosso curso sobre o tema.

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O Ishikawa foi fundamental para consolidar conceitos como a relação de causa e efeito, a importância de eliminar a causa raiz e não apenas a não conformidade, e a necessidade de ações interinas para conter problemas temporariamente. Na prática, trata-se de um brainstorming estruturado em formato de espinha de peixe; porém, se na análise não houver profissionais com conhecimento suficiente sobre o produto, processo ou serviço, surgem dificuldades para definir ações adequadas e encontrar soluções eficazes.


Nenhum problema é resolvido apenas pela aplicação de um método. Sem conhecimento, habilidade e experiência, as soluções tendem a ser superficiais. Em muitas organizações, o Ishikawa é utilizado apenas após a tomada de ações imediatas para resolver a não conformidade, seja por exigência documental interna ou por solicitação de clientes — o que reforça sua perda de relevância prática.


Elaborado por: Araújo, Manoel M.

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