31/03/20 em Artigos

Qual a diferença entre um Chefe e um Gestor de Processo?

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Esse é um dos paradigmas a ser quebrado, quando uma organização decide implantar a Gestão por Processos de Negócio – GPN, ou Business Process Management – BPM.

Antes de abordarmos o tema, vamos entender o papel de cada um nos seus respectivos contextos:

Chefe (Gerente, Supervisor, Coordenador, Encarregado, Chefe, Líder ou outras nomenclaturas) são funções que estão dentro de uma estrutura departamental, cujo campo de atuação pode ser visualizado pelo organograma da organização. O “Chefe” cuida de atividades específicas e limitadas (Comercial, Engenharia, Planejamento, Produção, Prestação de Serviços, Compras, Recebimento, Armazenamento, Recursos Humanos, Administração, Financeiro, etc).

Antes de abordarmos o Gestor de Processo, vamos entender de qual tipo de processo estamos tratando, pois alguém que não conheça o tema GPN, pode chamar qualquer atividade de processo (vender, comprar, receber, inspecionar, expedir, produzir, faturar, prestar serviço etc; entretanto, estamos considerando aqui Processos de Negócio, caso contrário podemos confundir um Chefe com um Gestor de Processo de Negócio.

Processos de Negócio

São fluxos de trabalhos que atendem um ou mais objetivos da organização e que proporcionam agregação de valor sob a óptica do cliente final e partes interessadas.

Existe metodologia para determinar os processos de negócio de uma organização, porém não abordaremos neste artigo; então vamos exemplificar.

No caso de uma indústria que fabrica e entrega produtos compostos por vários materiais e componentes, vamos chamar o processo de Logística, aquele que tem como responsabilidade, entregar os produtos nos prazos e nas quantidades acordadas com os Clientes.

Vamos entender, que deva ser objetivo da organização entregar seus produtos nos prazos e quantidades acordados com os Clientes e que se isso for cumprido adequadamente, vai agregar valor aos Clientes.

Então digamos que para isso, a organização estabeleceu um processo de negócio que abrange as atividades ou subprocessos de: planejamento da produção, programação de materiais e componentes, compras, recebimento e armazenamento de materiais e componentes, movimentação de materiais, controle da produção, armazenamento de produto acabado, separação de pedidos, faturamento e entrega ao cliente.

Um gestor desse processo de negócio, estabelece um fluxo de trabalho buscando torná-lo mais rápido, melhor e mais barato, sem ser “Chefe” ou sem ter uma postura de Chefe dos envolvidos com o processo.

Dependendo do porte da organização, poderemos estar tratando de vários departamentos, cada um com um chefe e com muitas pessoas.

O Chefe tradicional, de Departamento, em geral temos uma ideia de qual o perfil necessário, dependendo da área; entretanto um Gestor de Processo de Negócio é bem diferente.

Perfil de um Gestor de Processo de Negócio:

  • Não pode mandar, tem que negociar e exercer influência
  • Gerência de capacitação e motivação de funcionários
  • Representar o comprometimento da organização com o processo de negócio
  • Ampla experiência profissional
  • Fazer os processos evoluírem para atender às demandas competitivas
  • Assegurar recursos necessários
  • Realizar medição contínua do desempenho dos aspectos críticos do processo
  • Assegurar a capacitação e polivalência dos profissionais que cooperam com o processo
  • Bom relacionamento com as áreas funcionais
  • Comunicação efetiva com os membros da equipe
  • Experiência na gestão e coordenação de equipe multifuncionais
  • Boa articulação junto às organizações que cooperam com o processo
  • Ótimo entendimento da área de negócio no qual seu processo atuará

Para melhor compreensão do perfil abordado acima, é preciso também um bom conhecimento dos conceitos da Gestão por Processos de Negócio, que você pode obter em outros materiais que disponibilizamos, bem como pelos nossos cursos sobre o tema, que não é simples, pois envolve muitas mudanças e um trabalho forte de sensibilização da organização, especialmente da Direção.

 

Um “chefe” é uma criatura de pirâmide: uma única pessoa que está acima de você, lhe dizendo o que fazer e como fazê-lo. Em um ambiente orientado por processos, esse papel desaparece. Mais precisamente, fica disperso entre muitas pessoas, nenhuma das quais pode ser chamada precisamente de chefe. (HAMMER, 1997).

 

Elaborado por: Araújo, Manoel M. S

Se você quiser se aprofundar mais no tema Gestão por Processos de Negócio – GPN, CLIQUE AQUI e tenha acesso às informações do nosso curso de EAD.

 

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