9/06/20 em Artigos

A participação inteligente da Alta Direção na Gestão da Qualidade

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Se a Alta Direção não está comprometida com a Gestão da Qualidade, significa que o sistema está mal implementado e a responsabilidade, é de quem tem como atribuição adequá-lo e desenvolvê-lo.

Um sistema de gestão da qualidade mal implementado, tem muitas vezes como causa principal, a preocupação única pela certificação, inclusive da Alta Direção.

Dessa forma, ao invés de utilizar as boas práticas trazidas pelos requisitos da ISO 9001:2015, há um acréscimo de custos aos processos com incorporação de burocracias e atividades que ao invés de ajudar, atrapalham, pois visam apenas “mostrar para o auditor”.

Essa abordagem de implantação, é que desestimula a Alta Direção a participar efetivamente do processo de gestão da qualidade.

Não conheço nenhuma Alta Direção, que não queira:

  • Estabelecer um direcionamento para todos, gestores e funcionários, visando atingir objetivos e metas da organização, considerando a realidade do seu contexto;
  • Ter um sistema de gestão que atenda às necessidades e expectativas das partes interessadas no negócio;
  • Tornar seus processos mais ágeis, mais baratos e com melhor qualidade;
  • Acompanhar periodicamente os resultados dos processos;
  • Competência das pessoas para assumirem suas atribuições e responsabilidades;
  • Incorporar práticas que abordem a prevenção de problemas, riscos e oportunidades;
  • Adotar métodos que resolvam definitivamente os problemas que surgirem, ao invés de soluções paliativas que os tornam repetitivos;
  • Manter na organização, todo conhecimento necessário para que seus processos, produtos e serviços atendam as necessidades e expectativas organizacionais e dos clientes;
  • Lidar com mudanças de uma forma estruturada;
  • Boa comunicação interna e externa;
  • Pessoas engajadas com o sistema de gestão; e
  • Aumentar a Satisfação dos Clientes.

Todos os pontos levantados acima, são requeridos explícita ou implicitamente pela norma, e é o “sonho” de qualquer Alta Direção; no entanto, o que faz com que não aconteçam?

  1. Como já foi colocado, é o foco na certificação, cuja preocupação principal é o que mostrar para o auditor para evidenciar atendimento aos requisitos. Ora, não dá para ficar preparando coisas para auditores. Isso é desperdício de dinheiro;
  2. Falta de conhecimento e experiência do responsável pela implementação e até da consultoria sobre gestão de negócio. Muitos profissionais da qualidade nas versões anteriores da norma viraram elaboradores e atualizadores de manuais, procedimentos, instruções etc, bem como solicitadores de listas de presenças de treinamentos em documentos;
  3. Desconhecimento, falta de domínio e não incorporação pelos gestores no sistema de gestão da qualidade, de métodos e ferramentas para atendimento de forma robusta aos requisitos: planejamento estratégico, análise e gestão de riscos e oportunidades, planos estruturados para atingir objetivos e metas, gestão de mudanças, ações corretivas, gestão por processos de negócio, reuniões gerenciais e outras;
  4. Desenvolvimento de um sistema de documentação complexo que dificulta a operação dos processos, por má interpretação e adequação dos requisitos aos recursos, estrutura, processos, produtos e serviços da organização.

 

Como já escrito em outro artigo, Gestão da Qualidade não é Gestão de Documentos!

É preciso ter um Processo de Desenvolvimento do Sistema de Gestão da Qualidade acordado com a Alta Direção, no qual junto com os Gestores da Organização, compreendam os conceitos, métodos e ferramentas que precisam ser aplicados e estabelecer principalmente: os processos de negócio, os gestores desses processos (que não são gestores de departamentos), os indicadores (preferencialmente financeiros), os objetivos da qualidade e metas, frequência periódica de reuniões etc.

Seu Sistema de Gestão da Qualidade – SGQ é robusto?

Está incorporado na Gestão do Negócio?

Tem a efetiva participação e comprometimento da Alta Direção?

Como sabemos que boa parte das organizações, tem dificuldades em ter um suporte adequado de consultoria e treinamentos para desenvolver SGQ’s robustos, àquelas que visam a implantação, ou eventualmente fazer uma reestruturação no SGQ atual para obter melhores resultados, resolvemos disponibilizar nosso know how a um custo factível.

Mesmo iniciando do “zero”, a organização e seu pessoal chave terá uma base sólida de conhecimento dos conceitos, requisitos, métodos e ferramentas de implantação para desenvolvimento de um sistema robusto.

Esse material é válido também para consultores e profissionais da qualidade, que ainda não tem grande experiência nem dominam profundamente o tema.

Nosso know how é fruto de mais de 300 clientes certificados na ISO 9001, desde 1998, sendo organizações de 2 a 3.500 funcionários.

Não é um pacote de documentos, nem cursos teóricos, mas sim uma “caixa de ferramentas” acompanhadas de guias para uso e dependendo da complexidade de cursos práticos para entendimentos dos conceitos e aplicação.

O segredo é saber como utilizar essa estrutura, pois isto dependerá dos recursos, processos, produtos e serviços da organização, mas sobre a utilização, nos próprios cursos de EAD, haverá orientações apropriadas.

 

Você pode optar pelas alternativas abaixo, clicando no programa:

 

 

Elaborado por: Araújo, Manoel M. S.

 

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