22/04/20 em Artigos

A Gestão por Processos de Negócio e o Futebol!

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Para quem acompanha futebol, ao menos desde a década 50 do século passado, consegue perceber sua evolução como processo.

Um time de futebol executa um processo, no qual o Técnico exerce o papel de Gestor e os jogadores executam este processo, que envolve também treinamento técnico, físico e tático.

Há várias semelhanças entre o Gestor de um Processo de uma Organização e um Técnico de Futebol:

  • Ambos são responsáveis pelos resultados;
  • O Técnico de Futebol não joga, assim como o Gestor do Processo não executa atividades, mas apenas faz a gestão;
  • Tem a responsabilidade de treinar, desenvolver e capacitar os membros de suas equipes;
  • Precisam criar entrosamento e engajamento do time;
  • Precisam motivar o time;
  • Mudar o processo, se os resultados não estão sendo alcançados;
  • Trocar membros da equipe, se necessário, para alcançar os resultados;
  • Tornar os membros da equipe polivalentes;
  • Desenvolver um processo que consiga com os recursos disponíveis, o melhor resultado de competitividade;
  • Se atuar na base da pressão e autoridade, os resultados no máximo serão de curto prazo. Precisa negociar e exercer influência.

A evolução do futebol

Se considerarmos as condições atuais de treinamentos de um jogador profissional de um clube grande, é incomparável a diferença da condição física de um jogador de futebol atual, com os antigos.

A condição física atual, está relacionada a vários aspectos: centros de treinamentos, métodos de condicionamento físico, indicadores de desempenho de cada profissional etc.

Essas condições fazem com que o jogador atual corra mais, tenha mais resistência, saiba como se movimentar melhor em campo, tenha mais recursos técnicos para jogar etc.

Isso significa hipoteticamente, que se pudéssemos promover um jogo de uma equipe de futebol de 60 anos atrás com determinados jogadores nas condições daquela época, contra a mesma equipe e mesmos jogadores com as condições atuais de condicionamento físico, salvo aspectos de táticas, o time atual venceria com facilidade.

Alguém pode pensar: mas nas organizações atuais, também houve evolução dos recursos como softwares, hardwares, treinamentos etc; que tornam as organizações mais competitivas do que antes!

Isto é uma verdade!

Então, qual outra evolução no futebol na qual boa parte poucas organizações se modernizaram?

Na gestão dos processos, no que tange a polivalência da equipe.

Antigamente, nos times de futebol haviam onze posições e funções bem definidas: goleiro, lateral direito, beque central, quarto zagueiro, lateral esquerdo, médio volante, meia direita, meia esquerda, ponta direita, centro avante e ponta esquerda.

Praticamente todos os times tinham essa formação e cada posição tinha uma função específica, inclusive um local no campo para atuar. Por exemplos: o médio volante a função dele era ficar na frente dos zagueiros, recuperar a bola e passar para o meia direita ou meia esquerda ou pontas e atuava entre a área grande e no máximo até o meio campo (generalizando); e o ponta direita corria pelo lado direito do campo, entre a linha do meio campo até a linha de fundo, onde sua função era passar pelo lateral esquerdo adversário e cruzar na área ou às vezes entrar em diagonal para chutar em gol ou passar para o centro avante.

Já nos times atuais de futebol profissional, os jogadores são multifuncionais: atacam, defendem, correm por todo campo trocando de posições muitas vezes, fazem gols, evitam gols independentemente das funções que executam no time. Claro que alguns com mais ou menos abrangência das suas funções. Mas até goleiros se propõem a fazer gols; de falta por exemplo; como os atacantes voltam para defender. Não que qualquer jogador possa jogar em todas as posições, mas há uma flexibilidade de acordo com o processo/ estratégia de jogo do Técnico ou Gestor.

Hoje podemos classificar em geral que os times bem estruturados possuem seis posições: goleiro, zagueiros, alas (direito e esquerdo), meio campistas e atacantes, o que mostra também que há flexibilidade, mas com limites.

Nas organizações verticais, esta visão ainda não chegou e os profissionais atuam de forma restrita nos seus departamentos, cumprindo funções específicas, por isso são chamados de funcionários. Isso restringe tanto a flexibilidade de execução dos processos, como limita o desenvolvimento e crescimento profissional das pessoas.

 

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Elaborado por: Araújo, Manoel M. S

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