5/06/19 em Artigos, Geral

Uma Empresa não pode ser muito melhor, que o nível de competência e engajamento dos seus funcionários

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É fato que em nosso país, educação não é prioridade. É fato também, que muitas empresas, pouco ou nada se preocupam com a competência dos funcionários, bem como com o engajamento desses, aos seus objetivos.

 

Alguns aspectos podem ser considerados:

 

Estrutura Departamental

Em geral as empresas são estruturadas por departamentos, ou seja, as pessoas são administradas pelo cumprimento de tarefas e limitadas a fazerem aquilo que o cargo e o departamento tem como atribuições.

Os departamentos são como ilhas, cada um com sua visão limitada do negócio, foco nas suas atividades e não nos impactos dos resultados que o processo do qual faz parte, tem sobre o cliente.

Neste modelo de gestão, os funcionários só podem crescer no sentido vertical, ou seja, ele se torna um especialista numa área. O detalhe é que nesta situação o chefe limita seu crescimento, afinal se o funcionário aprender muito, vai saber o que o chefe dele faz. Daí, o que o chefe vai fazer?

O engajamento dos funcionários, é com o chefe e as responsabilidades dele, ao invés do cliente ou com os objetivos do negócio, que para serem atendidos depende de uma ótima harmonia entre os departamentos envolvidos com os processos.

O que é valorizado neste tipo de estrutura, são virtudes dos funcionários como: chegar no horário, trabalhar muito, ser disciplinado, obedecer ao chefe etc.

Já leu nosso artigo “A Gestão por Processos e o Futebol”? CLIQUE AQUI para ler.

 

Contratação de Mão de Obra Pouco Qualificada

Há empresas que tem a mentalidade de buscar mão de obra barata, consequentemente pouco qualificada. Por exemplo, ao invés de contratarem um profissional com formação adequada para uma função que exige determinados conhecimentos técnicos e teóricos, se dá preferência para um profissional com alta experiência, mas sem uma formação acadêmica. Experiência é importante, mas em muitas ocupações não é suficiente.

Nesta visão, a justificativa é de que um profissional qualificado é caro. Isto também acontece porque não se gerenciam os profissionais por resultados, mas sim por tarefas.

Ao invés de se medir e administrar os custos, a qualidade e a produtividade, alinhadas com as necessidades dos clientes, são administradas a execução das tarefas.

A princípio, um profissional qualificado consegue melhores resultados, mas se estes não são medidos, o parâmetro que se usa para contratação, é o salário.

 

Treinar por Treinar

Há empresas que investem em treinamentos, porém boa parte delas não usufruem dos benefícios que poderiam dar retorno do investimento estabelecido. Isto acontece, pois muitas vezes os treinamentos não são acompanhados posteriormente em relação à aplicação prática, ou seja, treina-se por treinar, como se fosse uma moda e como se a empresa não estivesse gastando com o pagamento do curso e do tempo no qual o funcionário está participando. Neste caso, o investimento vira custo e o resultado é que o funcionário vai colocar mais um curso no seu currículo e guardar para si o conhecimento, que será apenas teórico, ou seja, perdem a empresa e o funcionário.

 

A Gestão por Processos de Negócio e a relação com a capacitação e engajamento dos funcionários

Considerando uma visão empresarial, qualquer investimento relacionado a capacitação e engajamento promovido pela organização, deve estar relacionado a um ou mais dos seguintes fatores:

  • melhorar o desempenho e/ou a operação do processo de negócio (qualidade, agilidade e custo);
  • prevenir problemas devido a implementação de novos processos ou mudanças;
  • corrigir problemas ou deficiências do processo;

Neste sentido, a Gestão por Processos de Negócio facilita identificar as necessidades e direcionar, tanto a capacitação, como o engajamento dos funcionários envolvidos com os processos, pois tem como fundamentos: medições do desempenho; prevenção de riscos; implantação de oportunidades; correção de problemas; multifuncionalidade e engajamento dos funcionários; e  busca permanente de maior competitividade dos processos em termos de qualidade, agilidade e custo.

Podemos concluir então, que a Gestão por Processos de Negócio, ao invés da Gestão Departamental, além de incorporar na organização um modelo de gestão focado em resultados, requer a identificação das necessidades e efetivação da capacitação e engajamento do pessoal, com uma abordagem multifuncional e busca constante de maior competitividade do negócio.

Na Gestão Departamental, nota-se de forma generalizada o subaproveitamento dos funcionários, limitando não só suas capacidades de contribuições, mas também desestimulando seu engajamento com os objetivos da organização, que por vezes são desconhecidos.

 

Já baixou nossa planilha de mapeamento de processos? CLIQUE AQUI para baixar.

 

Escrito por:

Araújo

Diretor da ACT Consultoria & Treinamento

E-mail:  araujo@actconsultoria.com.br

 

 

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