1/06/20 em Artigos

Por que o Novo FMEA – AIAG & VDA não deve trazer resultados para o mercado automotivo?

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O que significa o FMEA AIAG & VDA 1ª Edição não trazer resultados?

Resultados para o FMEA, sem dúvida seria por exemplo uma redução significativa dos recalls; já que nos últimos 5 anos os dados da indústria automotiva no Brasil mostram que cerca de 70% dos veículos fabricados, são convocados para algum tipo de recall.

O FMEA teve origem na indústria aeronáutica. Alguém pode imaginar como seria se 70% dos aviões fabricados fossem chamados para recalls? Não existiriam aviões.

Projetar e fabricar um avião e seus componentes, é muito diferente de projetar e fabricar veículos e seus componentes: prazos e frequência de desenvolvimento, volumes, criticidade dos componentes, segurança do usuário, nível de qualidade dos fornecedores, manutenção, etc.

Recall não é qualquer tipo de defeito, mas apenas defeitos de fabricação que possam colocar em risco a segurança dos seus usuários e de terceiros; portanto, não estão inclusos nestes números outros tipos de defeitos: funcionais, acabamento, redução de desempenho, mau funcionamento de algum sistema ou subsistema, garantia etc.

Enquanto para recalls as montadoras são obrigadas a divulgar, os outros tipos de defeitos, por motivos óbvios e não serem obrigadas, não são divulgados; porém o FMEA deveria preveni-los também.

Isso torna o FMEA uma ferramenta complexa de se aplicar no mercado automotivo, virando um ”copiar e colar”, ao invés de uma avaliação efetiva dos problemas potenciais, desde o projeto e considerando todas as fases de fabricação do veículo, sistemas, subsistemas e componentes.

Não dá tempo de fazer direito com esta ferramenta, pois são muitas informações, dados e amarrações de documentos, além da necessidade de trabalho em equipe.

O que é importante em qualquer análise de riscos?

  • Conseguir identificar os riscos: depende de conhecimento e experiência no produto/ processo da equipe de trabalho;
  • Quantificá-los: e a severidade (ou gravidade) com a probabilidade são satisfatórios para isso, já que a detecção pode ser uma ação para mitigar o risco; e
  • Tomar ações para eliminar ou mitigar os riscos, ou decidir por correr os riscos.

Ou seja, para analisar riscos no projeto ou fabricação dos produtos, não precisa ser com o FMEA; pois o que já é requerido na ISO 9001:2015, é mais simples e prático para identificar onde atuar no projeto ou no processo de fabricação, desde que exista o trabalho com as pessoas que precisam ser envolvidas.

Será que os burocratas da IATF, que ficam em suas salas com ar condicionado elaborando requisitos e manuais, resolveram mudar o FMEA considerando os problemas da versão anterior, que já era a 4ª, possuíam?

Para mim, que faço FMEA desde 1988, se bem aplicado, os FMEA’s das versões anteriores poderiam minimizar e reduzir significativamente os riscos de projetos e processos, mas o problema continuaria sendo conseguir coloca-los em prática como descrito.

O novo FMEA AIAG & VDA é mais robusto para um novo projeto ou produto complexo, entretanto grande parte dos produtos dos veículos não são nem novos conceitualmente, nem  complexos o suficiente para se aplicar este novo FMEA, sendo muitos componentes plásticos, estampados, usinados, subconjuntos montados, borrachas etc, cujos projetos e processos são dominados pelos fornecedores, não se fazendo necessário um FMEA, porém por ser requisito, terá que ser adotado.

Cabe também reforçar, que as mudanças são significativas e as organizações vão levar um tempo para assimilar, não só os conceitos, mas também como estruturar seus FMEA’s internamente.

Será que os burocratas da IATF, ao preparar este novo FMEA, avaliaram quanto seriam os custos de todos os fornecedores automotivos no mundo para se adaptarem à nova versão, que ao final vão identificar os mesmos modos de falhas, as mesmas severidades, as mesmas ocorrências, as mesmas detecções e possivelmente as mesmas ações? Só vai mudar o formato.

Quais são estes custos? – Treinamentos (as Consultorias agradecem, inclusive a nossa), reelaboração dos FMEA’s, softwares (um deles a própria IATF desenvolveu), Consultorias, Auditorias etc.

Como somos especialistas em sistema de gestão automotivo, procuramos em tudo que implantamos, agregar algum valor para a organização, por isso também fizemos o mesmo com o novo FMEA AIAG & VDA 1ª Edição, criando um curso de EAD para reduzir custos com treinamento e explicando de forma objetiva como colocá-lo em prática, disponibilizando planilhas para elaboração e dos índices novos. CLIQUE AQUI

Elaborado por: Araújo, Manoel M. S.                                                                 Data: 01.06.20

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