11/05/17 em Artigos ISO 9001, Artigos ISO TS e IATF 16949, Notícias, Novidades

Qual será o futuro do Ex-Representante da Direção e do Departamento da Qualidade com a ISO 9001:2015?

 

A medida que vamos implantando a ISO 9001:2015 em nossos clientes, fica mais clara a necessidade de incorporar a gestão da qualidade e seus princípios em cada processo da organização. Desta forma, ter um único especialista ou um departamento para cuidar da qualidade em toda a organização, é custoso e impraticável em termos de alcançar resultados para o negócio.

O tempo no qual, a qualidade para ser alcançada, adotava-se a padronização do trabalho com a implantação de procedimentos; na maioria das vezes detalhados e que engessavam as organizações, acabou. A função do departamento ou do profissional especialista em documentar o que as pessoas faziam para atender a norma, perderam o sentido. Nessa época a abordagem sobre a qualidade considerava que se houvesse uma padronização dos trabalhos, a qualidade seria mantida. Desde a ISO 9001:2000, foi incorporando o conceito de melhoria contínua, no qual, se a organização precisa melhorar, ela precisa mudar, portanto padronizar como modelo operacional é incompatível com melhoria contínua.

Para quem é mais velho, os antigos departamentos de O&M – Organizações & Métodos, eram responsáveis por criar procedimentos (métodos) de trabalho em todos os departamentos buscando obter uma organização ou padrão de trabalho; até que um dia perceberam que manter toda esta documentação atualizada era impossível, pois já naquela época, as mudanças eram inevitáveis e os departamentos de O&M desapareceram.

Então como ficam os RD’s – Representantes da Direção e o Departamento da Qualidade?
A ISO 9001:2015 tem entre as principais mudanças, que a Direção é responsável pelo Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), que tem como foco o Cliente e sua satisfação; e a norma não requer mais que a organização tenha procedimentos que descrevam que fazem o que a norma especifica, mas sim que pratique. Entre outros requisitos, da ISO 9001:2015, a Direção com a participação da sua Liderança, deve: desenvolver o SGQ com base no contexto da organização, considerando as partes interessadas; definir objetivos e como alcança-los; adotar a gestão por processos do negócio, incorporar nestes processos a abordagem de riscos e oportunidades; implementar a melhoria contínua e outros requisitos. Portanto, não estamos falando de um sistema de documentos, mas sim de um sistema de gestão que busque não só a satisfação do cliente, mas também torne a empresa mais competitiva. Desta forma, ou a organização tem entre os seus membros da Direção, alguém que conheça não só os requisitos da norma e de como adequá-los de forma prática aos processos e recursos da organização, mas também tenha um bom domínio e/ou experiência em: planejamento estratégico, gestão por processos, análise de riscos e oportunidades, métodos de solução de problemas, bem como nos principais processos do negócio, entre outros; ou se a organização não tem ninguém com este perfil, a alternativa é uma consultoria que ajude a Direção não só a estruturar o SGQ, mas também que capacite os gestores dos processos a aplicarem ferramentas e métodos que os auxiliem na gestão e alcancem os resultados que a organização busca. Um departamento da Qualidade para responder por todos os processos é custoso e ineficaz.

A abordagem e foco da norma, estará nos gestores dos processos, onde capacitá-los, é a melhor alternativa.

Nos clientes que estamos implantando ou já implantamos a ISO 9001:2015, o que vem acontecendo na grande maioria das organizações é que os antigos RD’s tem assumido a gestão de algum processo específico (produção, técnico comercial, logística etc), dependendo do perfil, ou sendo incorporado a alguns deles; e nosso trabalho como consultoria é de preparar melhor os gestores dos processos com treinamentos e suporte “in loco” para conseguirem resultados aplicando ferramentas que os auxiliem a obter resultados.

Assim como os gestores aplicam nos seus processos conceitos e ferramentas de informática, administração, organização, liderança, segurança, automação e outras, a qualidade precisa estar incorporada aos processos na medida certa.

 

 

“Essa tendência é irreversível, mesmo que demore um pouco mais para algumas organizações!”

 

 

Por: Araújo, Manoel Maurício de Souza – Diretor Técnico da ACT Consultoria & Treinamento

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