0 Flares Facebook 0 LinkedIn 0 0 Flares ×

Artigos sobre a ISO TS 16949

0 Flares Facebook 0 LinkedIn 0 0 Flares ×

As dificuldades ao aplicar os Métodos de Análise e Solução de Problemas [MASP]

Artigos, Artigos ISO 9001, Artigos ISO TS e IATF 16949, Geral

As dificuldades ao aplicar os Métodos de Análise e Solução de Problemas [MASP]

  Muitas organizações, investem em cursos e treinamentos relacionados a métodos e ferramentas da qualidade para análise e solução de problemas, entretanto há muita dificuldade em colocá-las em prática.   Os três principais motivos dessas dificuldades ao aplicar os Métodos de Análise e Solução de Problemas são: Falta de domínio de qual situação e como pode ser aplicado cada método Não incorporação desses métodos nos processos da organização, utilizando-os de forma esporádica e não sistêmica Necessidade de trabalhar em equipe, pois em qualquer organização, o sucesso na solução de problemas, depende disso e em geral, a organização designa seus problemas para gestores ou profissionais específicos.     Domínio na Aplicação dos Métodos e Ferramentas Primeiro de tudo, é necessário conhecer cada ferramenta e entender para qual situação ela é apropriada para ser aplicada. Não existe uma ferramenta, que seja aplicável eficazmente a qualquer tipo de problema ou situação. Situações para as quais existem ferramentas para aplicação: Reclamações de Clientes; Análise de Problemas Potenciais e Riscos; Identificação de Oportunidades; Estruturação de um plano para atingir metas a médio ou longo prazos; Ocorrência de um desvio repentino em um processo, produto ou serviço. Exemplos: queda de um sistema, quebra num equipamento, atraso na entrega de um produto ou serviço etc; Estabelecimento de Prioridades quando há necessidade de se resolver vários problemas num curto período; Planos de Melhorias; Tomada de Decisão numa escolha. Exemplos: um software, um profissional para uma área, um fornecedor para um produto ou serviço etc; Previsão de falhas; Gestão de Mudanças; e outras. Em algumas dessas situações, é possível usar uma ferramenta específica ou pode ser necessária mais de uma ferramenta para alcançar uma solução robusta que traga resultados efetivos.     Incorporação dos métodos nos processos da organização   Certamente, qualquer organização é passível de ocorrer todas as situações apresentadas anteriormente, não ao mesmo tempo claro, mas durante a execução de seus processos. Então, é necessário identificar nesses processos, que tipo de situação dessas (problemas, decisões, riscos, oportunidades etc) pode ocorrer durante sua execução e incluir a(s) ferramenta(s) apropriada(s) para aplicação. Essa inclusão pode ser feita no mapeamento do processos, como uma de suas etapas.       Trabalho em Equipe   Em contraste com a forma na qual muitas organizações tratam solução de problemas, a maioria delas determinando um gestor ou um profissional específico para cada tipo de problema, este é um processo que terá mais...

saiba mais

Como mapear processos

Artigos, Artigos ISO 9001, Artigos ISO TS e IATF 16949, Notícias

Como mapear processos

  Antes de entender como mapear processos, é importante lembrar que a definição de quais são os processos da organização é antecedida por uma análise do seu contexto, o qual deve refletir um alinhamento com o direcionamento estratégico e objetivos da organização.     Fatores  que devem estar claros para cada processo, antes de ser mapeado:   Quais os Objetivos do Processo (geralmente são vários): aquilo que se pretende alcançar, conseguir ou atingir. Exemplos: planejar, disponibilizar, controlar, desenvolver, produzir, cumprir requisitos, armazenar, distribuir, atender, projetar, avaliar, transportar, entregar, adquirir, verificar etc. Todos esses verbos devem vir complementados com “o que” como complemento. Exemplos: planejar os serviços, disponibilizar materiais etc; Resultados: o que o processo produz? Exemplos: entregas nos prazos, projetos rentáveis, estoques otimizados, faturamento, acuracidade de estoque, produtividade, qualidade dos produtos e/ ou serviços, custos sustentáveis, lucratividade, redução de custos, durabilidade, otimização de custos, agilidade, pontualidade, atendimento às expectativas do cliente, funcionalidade, desempenho etc; Onde começa e onde termina o processo, ou seja qual a primeira e qual a última atividade/ etapa do processo; Quais as atividades/ sub-processos e áreas/departamentos que serão abrangidos; Quais as pessoas chave a serem entrevistadas.   Práticas que devem ser evitadas ao mapear processos:   Detalhamento excessivo das atividades: é preciso lembrar que estarão envolvidos colaboradores que são competentes, ou seja que possuem o mínimo necessário de educação, treinamento e experiência; para a execução das atividades. Se o colaborador não for competente, não será um mapeamento detalhado que suprirá esta deficiência. Mapear processos, não é descrever como uma atividade deve ser executada, mas sim descrever o que, quem e quando as atividades devem ser realizadas. Se a atividade for muito complexa, deve-se desenvolver um software, planilha, método, ferramenta ou documento que possibilite sua execução e se relevante, fazer referência a este recurso no mapeamento, na etapa correspondente. Criar uma instrução de trabalho descrevendo como a atividade deve ser executada é improdutivo, pois ninguém deve ficar lendo instruções quando executa uma atividade; e se precisar é porque o processo está mal estruturado e precisa ser revisto; Ter um documento à parte que represente a estrutura do processo; como por exemplo um gráfico “tartaruga”, usado no mercado automotivo, na forma de um desenho com resumo das entradas, saídas, recursos etc de cada processo, que na prática é uma repetição do que já deve ter ao mapear processos. Isto é “perfumaria” e não tem utilidade prática alguma, além...

saiba mais

Quando a auditoria em fornecedores é eficaz?

Artigos, Artigos ISO 9001, Artigos ISO TS e IATF 16949, Notícias, Novidades

Quando a auditoria em fornecedores é eficaz?

  Muitas organizações, principalmente indústrias, adotam a realização de auditorias em seus fornecedores como uma prática do seu sistema de gestão da qualidade, porém é preciso tomar cuidado para que  estas auditorias não sejam  apenas protocolares, ou seja, buscam somente cumprir algum requisito interno ou por vezes atender requisito da norma de gestão que adota, como no caso da IATF 16.949 que exige auditorias em fornecedores (auditoria de segunda parte), mas sem uma efetividade na tomada de ações para melhorar o atendimento do fornecedor junto à organização. O adequado, ao invés de ter um questionário padrão para realização dessas auditorias, é definir o escopo para cada tipo de auditoria e objetivos que se pretende atingir, a fim de se solicitar, implantar e administrar  ações que estejam relacionados com as necessidades da organização em relação ao fornecedor. Muitos não sabem, mas se um fornecedor já é certificado na ISO 9001 por exemplo, e não atende adequadamente as reclamações da organização, esta organização como cliente, pode fazer uma reclamação formal junto ao Organismo Certificador que certificou este fornecedor, expediente raramente usado no mercado, ou seja, não há necessidade de auditá-lo em relação ao sistema de gestão da qualidade. Outra alternativa, é trocar de fornecedor, sempre que possível, pois algumas vezes a organização tem poucas alternativas ou nenhuma, para buscar nova fonte de fornecimento.   AUDITORIA EM FORNECEDORES   Fornecedor ruim em geral deve ser trocado, e a realização de uma auditoria, apenas se ele for muito importante para a organização, onde os custos de uma troca são muito altos. Mesmo se o fornecedor causa muitos problemas para a organização, só deve acontecer uma auditoria, após apresentação de um plano de ações robusto pelo fornecedor, ou seja, que efetivamente resolverá os problemas encontrados. Aí o escopo da auditoria, deve ser o próprio plano de ações, após já haver alguma constatação de algum resultado com prazo previamente acordado. Auditar um plano não implantado é auditar desejos e não fatos. Outro fator importante para desenvolver e melhorar o desempenho dos fornecedores, é colocar cláusulas contratuais de fornecimentos, nas quais os custos adicionais devido a problemas ocasionados pelo fornecedor sejam repassados a ele, como: retrabalhos, paradas de linhas, desperdícios, segregação de produtos ou serviços não conformes, multas de clientes devido a atrasos e outros.   Outras situações que podem justificar a realização de auditorias em fornecedores   Com escopo adequado, mas que antes de qualquer...

saiba mais

IATF 16.949: A indústria de requisitos, treinamentos e manuais ineficazes, cujo resultado é o aumento de recalls de veículos no Brasil

Artigos, Artigos ISO TS e IATF 16949, Notícias, Novidades

IATF 16.949: A indústria de requisitos, treinamentos e manuais ineficazes, cujo resultado é o aumento de recalls de veículos no Brasil

  A IATF 16.949:2016 virou um caderno de encargos de requisitos intermináveis dos clientes automotivos, que infelizmente, acreditam que a qualidade pode ser alcançada com exigências de documentos, manuais, treinamentos e práticas questionáveis e inapropriadas, contempladas tanto nos requisitos da norma, como nos requisitos específicos dos clientes. É um absurdo a redundância de requisitos que estão em vários documentos diferentes, manuais de referências, manual da qualidade de fornecedores, portais etc. É uma burocracia sem fim, cujos resultados no Brasil refletem no aumento do recall. Clique aqui e leia a matéria. Veja um breve histórico da produção de veículos e n° de recalls nos últimos 5 anos:  Claro que não dá para fazer uma relação direta no ano, do n° de recalls x veículos produzidos, mas serve apenas como referência, bem como é possível observar que tirando o pico de 2015, que deve ter acumulado recall de 2014, nos últimos 3 anos o recall vem piorando. Evidente que alguém pode alegar que é em função da norma ser mal implantada, mas, e o processo de certificação? E as auditorias de sistemas de segunda parte e de processos de clientes nos seus fornecedores; cujas ações solicitadas em geral são a implantação de mais burocracia, controles desnecessários e práticas que não trazem resultados e só encarecem os processos dos fornecedores? O setor automotivo, está virando um mercado no qual se criam dificuldades, para vender facilidades. A última novidade, foi a AIAG divulgar provas para as Core Tools (APQP/ PPAP, FMEA, MSA e CEP) para cumprir o requisito da IATF de entendimento dessas ferramentas para auditores de primeira e segunda partes. No meu caso, se algum cliente dos meus clientes exigir esta prova como qualificação para demonstrar entendimento, vou ter que desconsiderar meus mais de 30 anos aplicando e ensinando estas ferramentas para demonstrar entendimento via prova. Os profissionais da qualidade do setor automotivo, parecem estar numa disputa de quem requer mais burocracia; e de exigências que muitas vezes, não são utilizadas nem praticadas internamente. Quem estudou profundamente a IATF 16.949:2016 e a comparou com a ISO TS 16.949:2009, vai perceber que a grande mudança, foi a inclusão e abordagem da ISO 9001:2015 que tem uma estrutura e conceitos novos, muito diferentes da ISO 9001:2008. Já os requisitos automotivos, praticamente não tiveram alterações, mas sim aumentaram sua quantidade. Clique aqui e leia nosso artigo sobre as mudanças da IATF 16.949:2016 em números. Segue tabela...

saiba mais

Quanto vai custar para as organizações implantarem a IATF 16.949:2016?

Artigos, Artigos ISO TS e IATF 16949, Notícias

Quanto vai custar para as organizações implantarem a IATF 16.949:2016?

  Creio que os burocratas da IATF – International Automotive Task Force, que escreveram esta versão da norma IATF 16.949-2016, não tem noção da variabilidade que existe em relação a recursos, estrutura, produtos, serviços e necessidades nas organização que atuam no mercado automotivo, tendo como consequências muitas vezes, a falta de aplicabilidade e até mesmo a inviabilidade de implantação de boa parte dos requisitos especificados nesta nova versão da norma. Provavelmente, no conforto de suas salas de trabalhos e locais de reuniões com ar condicionado, cafezinhos, salgadinhos, água etc eles devam imaginar que todas as organizações da cadeia automotiva estão nadando em dinheiro e que podem contratar uma equipe de profissionais como Engenheiros, Técnicos, Analistas, Administradores etc para preparar documentos apenas para atender os requisitos da norma, mas que na maioria das vezes NÃO VÃO MELHORAR A QUALIDADE DOS PRODUTOS E SERVIÇOS DO SETOR AUTOMOTIVO! Posso afirmar, que esta versão será um estímulo para muitas organizações que são certificadas a desistirem da certificação, principalmente no mercado brasileiro, cuja crise no setor é descomunal. O fulcro da questão é, que tais exigências trazem muito mais custos do que benefícios e tem tudo para travar as organizações que a adotarem, com tanta burocracia, com tantos documentos e formalizações que precisarão produzir apenas para mostrar para os auditores. É possível afirmar que nenhuma organização conseguirá atender ao pé da letra todos os requisitos nos detalhes que são especificados. Em muitos casos é difícil entender o que se objetiva atingir com o requisito e menos ainda porque tal requisito existe. É certo que na ´prática, os auditores vão ter que relevar o não atendimento em profundidade de vários requisitos, algumas vezes porque nem eles vão saber o que cobrar, outras vezes porque o requisito não terá a menor relevância para a organização, outras porque são confusos na forma como são especificados e até conflitantes. Um exemplo de requisito conflitante é que a única exclusão permitida no escopo relaciona-se com os requisitos de projeto e desenvolvimento do produto da ISO 9001; no entanto há o requisito 8.4.2.3.1 Software relacionado a produto automotivo ou produtos automotivos com software embarcado (integrado), que certamente não será aplicado para muitos escopos. A seguir, estarei descrevendo apenas alguns dos novos requisitos da nova versão, tal qual está na norma, para que você possa ter uma visão do por que das minhas críticas até aqui, bem como após cada requisito...

saiba mais

As mudanças da IATF 16.949:2016 em números

Artigos, Artigos ISO TS e IATF 16949, Notícias

As mudanças da IATF 16.949:2016 em números

  Após ler este artigo, você não precisará contratar uma auditoria para avaliar os GAP’s da IATF 16.949:2016 em relação à ISO TS 16.949:2009, pois já fizemos isto para sua organização. Este é um estudo minucioso da IATF 16.949:2016, no qual tiramos algumas conclusões dos impactos das mudanças para as organizações certificadas na ISO TS 16.949:2009, as quais estaremos apresentando neste e em outros artigos que publicaremos nas próximas semanas. O estudo compreende três situações que abrangem comparar os requisitos da norma IATF 16.949:2016 com a ISO TS 16.949:2009. Entenda-se por requisito, cada parágrafo que pode abranger um item ou subitem (letras de itens) das normas. Esta foi uma abordagem que adotamos para dimensionar a quantidade de requisitos em cada situação que estudamos.   Situação 1 É uma comparação apenas dos requisitos da ISO 9001:2015 com a ISO 9001:2008, já que a ISO 9001:2015 faz parte da IATF 16.949:2016 e a ISO 9001:2008 faz parte da ISO TS 16.949:2009. Neste caso, os requisitos automotivos não foram considerados. Vide tabela abaixo: Importante: na ISO 9001:2008 a estrutura é diferente da ISO 9001:2015, porém buscamos os itens que constam da ISO 9001:2015 e comparamos com os requisitos em termos de conteúdo que fossem correspondentes com o conteúdo da ISO 9001:2008, mesmo não estando na mesma estrutura de itens. Resumindo o quadro acima e sem considerar os requisitos automotivos, para uma organização já certificada na ISO 9001:2008, com a implantação da ISO 9001:2015 teremos 33% de requisitos novos + 18% de requisitos alterados + 10% de requisitos que foram excluídos, ou seja analisando apenas numericamente temos um impacto de 61% no sistema atual. Outra informação, na NBR ISO 9001:2008 nos requisitos de 4 a 8 são 4.835 palavras; e na NBR ISO 9001:2015 nos requisitos de 4 a 10, são 6210 palavras = + 28%. Podemos concluir que mesmo considerando apenas a ISO 9001, a organização terá que implantar um novo sistema, não sendo possível partir daquele que já existe, embora devam ser mantidas várias práticas do sistema atual que foram mantidas como requisitos, porém buscando desenvolver os novos conceitos da nova versão que implica num modelo de gestão mais moderno e integrado ao negócio.   Situação 2 É uma comparação apenas dos requisitos automotivos da IATF 16.949:2016 e da ISO TS 16.949:2009, ou seja, em ambas as normas não consideramos os requisitos da ISO 9001. Vide tabela abaixo: Resumindo o quadro...

saiba mais

Aplicação do PPAP (Production Part Approval Process) no Setor Automotivo

Artigos, Artigos ISO TS e IATF 16949

Aplicação do PPAP (Production Part Approval Process) no Setor Automotivo

    O PPAP (Production Part Approval Process) ou PAPP – Processo de Aprovação da Peça de Produção na prática é o resultado do processo de APQP – Planejamento Avançado da Qualidade do Produto, que é muito bem estruturado, exceto pelo fato de determinar formatos de formulários e ferramentas que precisam ser apresentadas independentemente do tipo de produto ou processo. Vide artigos sobre FMEA, MSA e Requisitos Específicos dos Clientes. Na minha visão, o que deveria ser apresentado na prática aos clientes basicamente seriam as especificações referentes aos produtos (desenhos, normas, especificações de testes e ensaios etc) e os resultados de estudos de capabilidade, inspeção, ensaios e testes que comprovassem o atendimento aos requisitos especificados. Salvo raríssimas exceções, embora recebam ou exijam muitas vezes FMEA, Estudos de MSA, Fluxo do Processo e Planos de Controle estes documentos e registros não são analisados pelos clientes e nem precisam, por isso torna-se desnecessária sua apresentação, independentemente do nível de submissão. Além do que já abordei sobre o uso indiscriminado de FMEA e MSA para qualquer produto “novo”, onde novo está entre aspas, porque na realidade na maioria das vezes não se trata de um produto novo, pois utilizam a mesma concepção de projeto e/ou processo e/ou meios de medição, ou seja  é o mesmo tipo de produto com especificações diferentes, utilizando o mesmo processo e recursos de fabricação dos demais produtos.  Duas ferramentas que são elaboradas e apresentadas, mas que em geral não são utilizadas na prática internamente pelas empresas: Plano de Controle e Fluxo de Processo O plano de controle no formato que é requerido na ISO TS 16.949 é uma ferramenta muito complexa de ser preenchida e interpretada, tanto que existe um capítulo no manual de APQP para tratar especificamente sobre seu preenchimento, pois há muitas informações que só servem para apresentação do PPAP, mas na fábrica as empresas fazem os planos de inspeções, que tem a mesma utilidade, porém são mais simples de aplicar. Desta forma há uma redundância de documentos diferentes com as mesmas informações, ao menos daquelas que interessam na prática para a fábrica, onde as inspeções são realizadas por posto de trabalho/ operação. O fluxograma de processo é outra ferramenta que se prepara em geral apenas para apresentar no PPAP, pois muitas empresas tem softwares para programação e controle da produção, onde são parametrizados pela própria engenharia a sequência de fabricação, onde na emissão das...

saiba mais

Aplicação do MSA (Measurement System Analysis) no Setor Automotivo

Artigos, Artigos ISO TS e IATF 16949

Aplicação do MSA (Measurement System Analysis) no Setor Automotivo

    Partindo do princípio que um equipamento de medição está calibrado, conforme requisito da ISO 9001, bem como o operador deste equipamento está qualificado para fazer as medições, também conforme requisito da ISO 9001, qual o benefício para uma indústria, ter como requisito analisar estatisticamente “todos” os sistemas de medição de equipamentos que foram desenvolvidos e testados para realizar especificamente determinados tipos de medição? Resposta: o custo para atender este requisito é muitas vezes superior ao benefício, isso se a empresa detectar algum tipo de sistema de medição que precise efetivamente ser alterado em função de um estudo realizado. Esta possibilidade, pela vivência de quase 30 anos realizando estudos e implantando MSA, é muito rara.   Sabe-se que um micrômetro é adequado por exemplo, para medir o diâmetro de um pino usinado; que um durômetro foi desenvolvido para medir dureza, além de vários outros exemplos, então fazer uma indústria, cujo foco é produzir com qualidade, ficar fazendo estudos estatísticos de sistemas de medição, é totalmente improdutivo. As ferramentas que são apresentadas no manual de MSA, não são destinadas a indústrias, mas sim a empresas ou laboratórios que desenvolvem equipamentos e dispositivos de medição. Se excepcionalmente uma indústria  desenvolver algum tipo de equipamento ou dispositivo de medição para uma determinada característica a ser medida no seu produto, até poderia ser aplicado algum método da MSA, mas seria uma exceção. Se sua empresa é certificada na ISO TS 16.949, se possível levante os custos abaixo, desde quando sua empresa implantou o sistema para certifica-lo: Treinamentos Internos e/ou Externos sobre MSA (lembrando que o manual está na 4ª Edição); Tempo gasto e custos da mão de obra, incluindo encargos sociais, envolvidos para: participação nos treinamentos, realização dos estudos e análise estatística dos dados de todos os sistemas de medição dos planos de controle, bem como de todos os estudos apresentados nos PPAP’s; Consultoria para implantação dos métodos de análise; Compra de software para aplicação dos métodos; Custo de acompanhamento do pessoal interno e demonstração de evidências para as Auditorias Internas e Externas, mais o custo das horas dos auditores. Depois de levantar todos esses custos, levante quantos sistemas de medição desde a implantação e certificação tiveram que ser alterados (equipamento de medição, método etc) devido a um estudo que apresentou resultados insatisfatórios. Após esta análise, também devemos considerar se nestes casos que eventualmente houve necessidade de mudança, haveria algum impacto para empresa;...

saiba mais

A aplicação da FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) no Setor Automotivo

Artigos, Artigos ISO TS e IATF 16949

A aplicação da FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) no Setor Automotivo

Se você já gastou um mínimo de 600 horas fazendo FMEA’s, tanto de projetos como de processos, possivelmente chegará às mesmas conclusões a seguir, ou seja, que FMEA é de grande utilidade apenas em determinadas situações. Muitos profissionais da qualidade no setor automotivo (auditores, consultores, analistas, gestores etc), tem a preocupação de descobrir meios de atender o que a norma exige; e embora isto seja uma real necessidade para manter a certificação, o foco desses artigos é questionar se a norma atende às necessidades da empresa; neste caso, utilizando FMEA para prevenir defeitos. Em teoria, FMEA é uma ferramenta para ser usada na Análise do Modo e Efeito de Falhas Potenciais. Desta forma, vamos supor que uma montadora esteja buscando fazer uma inovação no motor de um determinado veículo popular, para atender novas especificações de desempenho (velocidade, economia de combustível, nível de ruído etc). Neste caso, cabe fazer o FMEA de Projeto e de Processo para este motor; bem como possivelmente para alguns de seus componentes, mas não necessariamente para todos, pois salvo aqueles que tenham um conceito novo de projeto ou que vão utilizar algum processo novo de fabricação; os demais, exceto para atender a norma, não teriam a necessidade de ter FMEA’s, já que neste caso, na prática não estaríamos tratando de um produto ou um processo novo, mas sim do mesmo tipo de projeto e de processo para um produto que tem apenas dimensões/ especificações diferentes dos já existentes. Por exemplo: se neste projeto já se determinou as especificações do eixo do motor; considerando que ele não seria fabricado por um processo diferente de outros eixos, não haveria necessidade de fazer o FMEA de Processo, já que apenas as dimensões são diferentes. Imagine que sua empresa, seja uma fábrica de um determinado tipo de produto plástico que vai em veículos, como uma grade para passagem do ar condicionado ou um componente de levantador de vidro: fazer FMEA numa situação dessa é usar o computador para aplicar as funções copiar e colar ou salvar como, pois certamente seria usado o mesmo processo dos outros produtos e fazer FMEA seria improdutivo, até porque o próprio processo de APQP, já possui algumas atividades preventivas, como a execução de amostras, se aplicável; e/ou a produção de lote piloto com a realização de inspeções e testes; realização de estudos de capabilidade etc. Há processos e projetos que são totalmente dominados e...

saiba mais